É, meu instinto está falando alto neste momento. Não há nada melhor do que se sentir em casa, ter a certeza de estar feliz comemorando um grande passo. Um passo que vai me guiar intensamente, servindo como um elo com o meu futuro. Quem diria, eu quero conhecer o mundo! Conversar com novas pessoas, trocar idéias, emoções, me sentir mais eu e me conhecer melhor, conhecendo os outros ao meu redor. Que euforia! Olhar para o mar que contemplei não muito tempo, mas pude sentir sua salinidade penetrando minha alma e banhando meu corpo; mais limpo agora. E me colocar diante de um céu maravilhoso, de esperanças, me faço emocionada. Pelo vazio do nada. Por tudo que avisto e sinto dentro de mim, fora de mim. Me coloco agora sentada escrevendo, sem pressão sobre a qualidade de minha escrita. Ninguém pode julgar assim. Por que ficar julgando as pessoas toda hora? Para que? Isso não vai acrescentar em nada, diz meu espírito. E é verdade. Faça o que é certo, não hesite muito. Faça aquilo que tem de fazer. Faça para você e por você. Fará muito aos outros, diz meu anjo. Procure o caminho todo dia e sempre aja a favor do justo, da verdade, do que for relevante para você. É o único jeito de se sentir bem, eu me sinto ouvindo a melodia das canções que me tocam a alma; coisa pura, natural. Porque ao final de tudo, temos o que mais precisamos: de nós mesmos. O que fazemos de nossas vidas é o reflexo do que temos a volta. Por isso que não adianta ficarmos contestando cada coisa, cada detalhe. Pois a mudança surge sim, mas isso depende de ti. Faça por merecer e abra a janela de seu quarto, deixe que a melodia que te encanta saia pela mesma janela e chegue com intensidade na vida das pessoas.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Mãe, chega mais!
- Mãe, o que está fazendo?
- Nada, filho. Estou apenas pensando.
- No que?
- Não é da sua conta. Vá brincar, garoto. Daqui a pouco te chamo pra jantar.
Alex foi para a varanda do seu quarto e por ali ficou sentado acariciando seu cachorro.
- Sabe, Tory - olhou para o cachorro - a mamãe anda tão estranha ultimamente. Eu não entendo ela. Às vezes só quero ajudar, mas parece que acabo atrapalhando. Ela me acha muito moleque ainda...
O cachorro nada fazia, apenas cheirava o perfume das lindas orquídeas brancas da sacada.
Alex fitava tristemente o cachorro e continuou:
- Você é tão útil pra ela. Mamãe nunca reclama de você, impressionante! Você suja a sala toda, faz xixi no tapete, late, lambe e dorme. E ainda por cima, acorda todo mundo nas madrugadas de feriados. Corpus Christi, lembra? Não podíamos ir direito pro centrinho só pra ficar na sua pele. E você ainda se faz de coitado...
- Alex, vem jantar! - chamou a mãe.
- Não tô afim, nã...Não vou! - exclamou emburrado.
- A comida vai esfriar! Se você não vier, não vamos ir no cinema! - replicou.
- Tá, tá bom. Tô indo.
O menino sentou-se à mesa com a maior discordância e inconformidade. Estava esperando que a mãe se desculpasse pelo silêncio que criara naquela casa. Mas não foi como desejava ser. Nunca fora. Mesmo sem o pai ali, a mãe arcava com tudo. Era como se fosse mãe e pai ao mesmo tempo.
- Mãe, esta sopa tá fria e horrível! Você realmente não sabe cozinhar. A comida da vovó é melhor, muito melhor!, disse insensível.
- Basta! Não vamos mais sair! Você vai ficar preso no quarto e eu não quero saber. Ou você me obedece ou vai pra rua! - gritou descontroladamente.
- Por que? O que eu fiz? - perguntou indiferente.
- Você? Nada! Sou eu! Eu sou o problema desta porcaria de casa!
- Menos o Tory, né mãe? Eu acho melhor eu sair daqui, o Tory vai te entender melhor do que ninguém, não é mesmo? - provocou o garoto.
- Ele me respeita.
O silêncio finalmente se quebrara. Talvez era esse o segredo de sua mãe. Um dos segredos mais difíceis de serem contados ou até mesmo compreendidos.
- Mas eu também te respeito, mãe. Eu só queria que confiasse em mim! - choramingou Alex.
- Nunca disse não confiar em você, filho. Só que de vez em quando, a mamãe precisa ficar um pouco sozinha, entende?
- E de vez em muito, preciso de você, mãe. Me sinto só muitas vezes. Meus amigos foram todos em um acampamento lá em Barra Bonita.
- E por que não foi, Alex? - perguntou a mãe, curiosa.
- Ah, sei lá...Não queria te deixar sozinha, sabe...Você ia ficar bajulando o Tory e nem ia sentir minha falta. Por isso que quis ficar.
O menino sorriu e concluiu:
- Vai me dizer que você ia conseguir ficar aqui sem eu te enchendo a sacola?
A mãe, não acreditando nas palavras do menino, gargalhou como nunca:
- Tá bom, filho. Bora pro cinema!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Encenação
Me vi em um dia de poucas palavras. Melhor assim de vez em quando. Enquanto estava na sala em silêncio, fechei os olhos como de costume. Cruzei minhas mãos e respirei fundo. Acho que todos ao meu lado faziam o mesmo. Hesitei um instante, mas logo pensei que não precisava provar nada a ninguém. Melhor assim.
Voltei à pé para casa nesta chuvinha de verão de quase todas as noites. Subitamente, deparei-me com minha mãe cozinhando para os filhotes: eu e mais dois garotos. Jantamos. Foi bom. Foi ótimo. Maravilhoso. Foi justamente durante o jantar que tagarelei como nunca e dei boas risadas. E agora estou séria demais, pensando em tudo simultaneamente. Chega de oscilações por hoje.
Vou mesmo é ouvir meus cd's de músicas, desde os flashbacks dos anos setenta e oitenta até o bom e velho rock n' roll. Vou me sentir tão bem e leve. Nada como uma boa canção.
Sentei em minha poltrona e liguei o som. Era a música que me arrepiava toda. E me fazia vibrar também.
Por fim, estava feliz e dancei o resto da noite.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Por isto
vou esvaziar minha mente. me fazer contente. e voltar a sorrir. de algum jeito. olho para a criança dentro de mim e vejo que não há por onde. sempre fui assim. não tenho nome. sou perdida dentro de minha convicção. já me vi várias vezes. cansei de tentar sem fazer. vou caminhar lenta e prontamente para realizar um grande desejo. tenho vários dentro dele. não quero falar mais. escrever me consome tanto que me revelo sem querer. mas nunca me mostrei. e não pretendo. o que revelei foi apenas minha vontade de dizer. o quanto é bom escrever. amo o que faço. seria a chave para abrir novas portas? e me perder mais ainda? certamente. é bom se perder às vezes. é dolorido também. mas cansei de tentar sem fazer. porque o que eu guardo é algo a ser compartilhado. eu sei bem. mesmo não sabendo ainda. mas tenho a convicção de um certo amor que anda vagando perdido por aí dentro de mim. não quero perdê-lo. se eu quiser, não vou. é só relaxar agora. só isso mesmo? quem diria! ninguém nunca vai saber efetivamente como relaxar. a não ser aqueles que não sabem e não procuram. estes são os mais sábios. todos são e os que não sabem são crianças. por isso que não quero deixar de ser uma menina, uma garota mulecona feito eu. eu que sempre gostei de brincar. bagunçar. mas sempre fui introspectiva. nunca escapei de mim mesma. não há por onde. a não ser que me liberte e esvazie minha mente. e me fazer contente.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Leo Messi
Leo Messi
Se vires tua grandeza, o quão belo és
mais do que imaginas.
Humildade que carregas, filosofia
de vida.
Sorriso tímido que tens encanta
olhos que vêem.
Forte como um leão, brincando com
seu bolão.
Se um dia tiveres liberdade
falarás a toda mocidade
que o futebol é o amor
incolor.
Leo Messi, tú és ídolo
dos maiores já tidos.
Continuar contigo será um prazer
de se ver.
Parabéns, querido Lionel Messi. Assim como muitos fãs, saiba que há uma brasileira verdadeiramente apaixonada por ti.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Obrigada
Se quiseres ouvir o som do nada, escutes. Aprenderás muitas coisas. Nada que não deverias saber.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Ponto de Partida
Lavou o rosto. Nem se pôs a enxugá-lo. Queria apenas sentar em sua aconchegante poltrona azul. E olhar para o céu.
Estava desmoralizada. Sabia que em nada adiantaria reclamar. Não era o caminho. Não queria pensar em nada. Estava farta. De tudo. Se sentia tão vazia, incapaz.
Observou o céu mais uma vez. Despertou.
Fechou os olhos mediante a um vasto fluxo de pensamento que a tomava por completo. Estava sem ar. A agonia que sentia era demais. Insuportável.
No fundo, ela sabia o motivo da intolerância. Ninguém a aguentava. Nem ela mesmo conseguia se libertar. Precisava se emancipar de alguma forma.
No entanto, tinha tantas dúvidas. Tanta sede de viver. Fitava, curiosa, o azul celeste. Estava desmoralizada - de nada adiantaria reclamar.
Assinar:
Postagens (Atom)